Thursday, January 14, 2010

Amanhã

Acreditam que não pensei mais neste blog. Mas queria e quero, pensar.

Os últimos tempos foram da mais pura ironia, daquela que me faz rir e chorar e rir e chorar de rir e chorar. Ter voltado a este blog e lido o meu primeiro post fez-me isso, mais uma vez. Só precisei de dois segundos para me lembrar sobre o que é que falava eu, e como esse mesmo estado de espirito foi o que me trouxe, mais uma vez, a vir aqui escrever. Basicamente, passado exactamente um mês (what the fuck?!), estou no mesmo sítio.

Não quero que este blog seja só meu.

Deixo-vos com um excerto da peça de Tony Kushner, Angels in America, que estreou em 2003 como minisérie de dois grandes episódios, nos EUA. Disse-me pouco na altura, hoje em dia tocou-me de mais até. O que vem a seguir ao excerto pretende alimentar a vossa curiosidade, ou perceberem o meu estado de espírito, if you even care claro!

Beijinhos e abraços, for whoever's out there

Imagination can't create anything new, can it? It only recycles bits and pieces from the world and reassembles them into visions. So when we think we've escaped the unbearable ordinariness and, well, untruthfulness of our lives, it's really only the same old ordinariness and falseness rearranged into the appearance of novelty and truth. Nothing unknown is knowable.

nada é realmente diferente





Por isso vamos lá.

Há programas de televisão que nos agarram apesar da sua mediocridade, falsidade e inutilidade. Um desses programas está em altas cá em Portugal e eu sou um ávido fã, pronto. Acreditem ou não, quis conhecer uma pessoa que fez parte desse programa. O dia em que escrevi o primeiro post foi aquele em que mais senti a necessidade inexplicável de conhecer a criatura, que não tem nada de especial. Uma cara gira, uma presença que me despertou, desde o primeiro segundo, uma atracção que eu penso nunca haver sentido.

Pouco depois do primeiro post, a ideia foi desaparecendo, arrumando-se naquele cantinho de coisas platónicas que todos temos na cabeça.

Até que este ano, quando menos esperava, recebo uma chamada dessa pessoa. E conhecemo-nos. E foi mágico, e rebentou a escala das expectativas e do bom. Foram dois dias, este fim-de-semana. E agora parece ter acabo prematuramente. Fiquei desfeito.


Agora ao que vos interessa. Porque é que eu fiquei devastado?
1. Queria estar mais com a pessoa
2. Não aproveitei o pouco tempo que tive
3. É uma merda, e desiludi-me once again
4. Ou, ainda maior que isso, não consegui sair do mundo em que vivo

Gosto da última, é mais fácil para mim.

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